
Mapa dos países do Grupo de Visegrado. Imagem em domínio público, de CrazyPhunk, via Wikimedia Commons.
O Grupo de Visegrado, ou V4, é um formato de cooperação entre quatro Estados da Europa Central: Polônia, Hungria, Tchéquia e Eslováquia. Ele nasceu em 1991, quando a Polônia, a Hungria e a Tchecoslováquia ainda buscavam consolidar a transição pós-comunista e entrar nas instituições ocidentais. Após a separação pacífica da Tchecoslováquia, em 1993, o grupo passou a reunir quatro Estados. A lógica do V4 é coordenar interesses centro-europeus e dar escala política a países médios e pequenos, sem substituir a União Europeia, a OTAN ou outras instituições formais.
A importância do grupo está nessa mistura de informalidade e peso político. A falta de tratado constitutivo robusto, secretariado permanente ou decisões obrigatórias deixa a cooperação dependente de consenso político. Quando esse consenso existe, o V4 amplia a voz regional em Bruxelas e em conversas com parceiros externos. Quando ele se rompe, disputas sobre democracia, segurança, energia ou política europeia revelam prioridades nacionais diferentes. Por isso, o V4 ajuda a entender quando a Europa Central age como ator político e quando se fragmenta em estratégias nacionais.
Resumo
- O Grupo de Visegrado reúne a Polônia, a Hungria, a Tchéquia e a Eslováquia, todos membros da União Europeia e da OTAN.
- O formato foi criado em 15 de fevereiro de 1991 pela Polônia, pela Hungria e pela Tchecoslováquia; tornou-se V4 após a divisão tchecoslovaca de 1993.
- A cooperação ajudou esses países a coordenar a integração ocidental no pós-Guerra Fria, com adesões à OTAN em 1999 e 2004 e entrada na União Europeia em 1º de maio de 2004.
- O V4 opera por presidência anual rotativa, reuniões políticas e técnicas, formatos V4+ com parceiros externos e pelo Fundo Internacional de Visegrado, criado em 2000.
- O grupo ganhou visibilidade na política da UE por posições comuns sobre migração, ampliação europeia, orçamento, infraestrutura e defesa de interesses regionais.
- Suas divisões aumentaram com disputas sobre Estado de direito, dependência energética, sanções contra a Rússia e apoio à Ucrânia após a invasão russa de 2022.
O que é o Grupo de Visegrado
O V4 é uma plataforma intergovernamental informal. Seus membros mantêm soberania plena e decidem por coordenação política, e a autoridade continua nos governos nacionais. Essa característica distingue o grupo de organizações internacionais mais institucionalizadas. A presidência muda a cada ano, os encontros ocorrem em diferentes níveis e a agenda depende do governo que conduz o ciclo. O desenho institucional produz um mecanismo leve de concertação: flexível para consultas rápidas, limitado para decisões que exigem compromisso obrigatório.
Essa leveza ajuda a explicar a sobrevivência do grupo a mudanças de governo e a divergências políticas. Uma estrutura rígida exigiria regras, contribuições, votação e mecanismos de cumprimento mais difíceis de sustentar entre países com prioridades diferentes. O V4 alterna declarações conjuntas, projetos práticos e períodos de baixa visibilidade conforme a densidade do acordo político. A instituição funciona melhor como mesa de coordenação do que como centro de decisão.
Os quatro países compartilham uma posição geográfica e histórica que ajuda a explicar o formato. Todos viveram experiências de dominação externa, socialismo de Estado e transição democrática após 1989. Todos buscaram ancoragem ocidental para evitar uma zona cinzenta entre a Alemanha e a Rússia. Essa trajetória comum aproxima os membros, mas não produz uma identidade estratégica única. A Polônia tem peso militar maior, a Hungria mantém abertura maior a Moscou e Pequim, a Tchéquia valoriza pragmatismo industrial e a Eslováquia alterna governos mais atlânticos e governos mais céticos em relação à política ocidental para a Rússia.
Origem no pós-Guerra Fria
A declaração de Visegrado foi assinada em 15 de fevereiro de 1991, no castelo húngaro de Visegrád. A escolha do local evocava encontros medievais entre reis da Europa Central; a motivação imediata, porém, era contemporânea. A Polônia, a Hungria e a Tchecoslováquia saíam do bloco soviético e precisavam reorganizar economias, instituições democráticas e política externa. A cooperação servia para transformar transições nacionais simultâneas em uma mensagem regional de estabilidade dirigida ao Ocidente.
O objetivo central era a integração euro-atlântica. Entrar na OTAN significava obter uma garantia de segurança em uma Europa ainda incerta após o fim do Pacto de Varsóvia. Entrar na União Europeia significava acesso a mercado, fundos, regras e reconhecimento político como parte da Europa democrática. A Polônia, a Hungria e a Tchéquia aderiram à OTAN em 1999. A Eslováquia entrou em 2004, junto com outras democracias da Europa Central e Oriental. No mesmo ano, os quatro membros do V4 aderiram à União Europeia. Esse percurso deu ao grupo sua primeira missão histórica: transformar a Europa Central pós-comunista em parte institucional do Ocidente.
A partir de 2004, a entrada na UE mudou o sentido da cooperação. Em vez de coordenar a chegada às instituições, os quatro países passaram a coordenar posições dentro delas. O grupo tornou-se uma forma de ampliar voz em Bruxelas, defender fundos de coesão e sustentar a ampliação europeia para vizinhos orientais e balcânicos. A transição fez o V4 deixar de ser uma ponte para o Ocidente e virar um instrumento de barganha e identidade regional dentro do próprio Ocidente.
Membros e peso regional
A Polônia é o membro mais populoso, a maior economia e o ator militar mais importante do grupo. Sua fronteira com Belarus, a Ucrânia e o enclave russo de Kaliningrado torna a segurança oriental uma prioridade constante. Varsóvia tende a ver a presença dos Estados Unidos e da OTAN como garantia indispensável contra coerção russa. Desde 2022, o apoio militar à Ucrânia, o reforço do flanco oriental e o aumento dos gastos de defesa consolidaram a Polônia como polo securitário do V4.
A Hungria ocupa posição diferente. Como membro da UE e da OTAN sob Viktor Orbán, desenvolveu uma política externa que aproxima conservadorismo nacional, conflito frequente com instituições europeias e abertura pragmática à Rússia e à China. Budapeste criticou sanções, atrasou decisões europeias sobre apoio à Ucrânia e cultivou uma imagem de soberania contra pressões de Bruxelas. No V4, a Hungria pode ser parceira central em debates migratórios e fonte de atrito em temas de segurança europeia.
A Tchéquia tem perfil industrial, exportador e fortemente integrado às cadeias econômicas alemãs. Praga participou da guinada regional em favor da Ucrânia e assumiu prioridades de segurança, conectividade e inovação em sua presidência recente do V4. A política tcheca costuma tratar Visegrado de modo pragmático: útil quando aumenta influência, secundário quando aproximações alternativas parecem mais eficazes.
A Eslováquia é o menor dos quatro membros e o único integrante do V4 na zona do euro. Sua posição geográfica a coloca entre a Ucrânia e os demais membros do grupo, além de conectá-la diretamente à Áustria. A política externa eslovaca variou bastante. Governos anteriores apoiaram a Ucrânia e a orientação euro-atlântica; o retorno de Robert Fico ao poder em 2023 aproximou Bratislava de posições mais críticas ao apoio militar a Kyiv e mais próximas da Hungria em alguns temas. Desde 1º de julho de 2026, a Eslováquia exerce a presidência anual do V4. Sua agenda organiza competitividade, energia, ampliação europeia, defesa, infraestrutura e contato social como contribuições centro-europeias para uma Europa mais forte.
Como o V4 funciona
O V4 funciona sem secretariado permanente. A condução política passa pela presidência anual rotativa, que define prioridades e organiza reuniões. Encontros entre chefes de governo, ministros, diplomatas, especialistas técnicos e representantes setoriais criam uma rede de consulta contínua. Essa arquitetura permite tratar alta política e cooperação prática sem criar uma burocracia própria pesada.
O formato V4+ amplia a mesa para parceiros externos. Os quatro membros podem dialogar com grandes parceiros ocidentais, governos dos Bálcãs Ocidentais, países da Parceria Oriental ou outros atores interessados em temas específicos. Esse arranjo dá ao V4 uma função de ponte. Com parceiros maiores, o grupo tenta transformar quatro posições nacionais em plataforma regional; com vizinhos e candidatos à UE, oferece experiência de transição e adesão europeia.
O Fundo Internacional de Visegrado é a principal instituição permanente ligada ao grupo. Criado em 2000, ele financia projetos de sociedade civil, educação, cultura, ciência, inovação e cooperação regional. Sua importância está em dar continuidade a uma agenda que não depende apenas de cúpulas ou declarações governamentais. Mesmo quando as disputas políticas reduzem a coesão do V4, programas educacionais, bolsas, redes culturais e projetos transfronteiriços mantêm uma camada social da cooperação. O fundo ajuda a mostrar que o V4 não é apenas uma coalizão ocasional em Bruxelas; ele também sustenta infraestrutura civil de contato regional.
Cooperação prática
A agenda prática do V4 tem um eixo material claro: tornar a Europa Central mais conectada e resiliente. Infraestrutura é uma prioridade recorrente: a região herdou redes muitas vezes orientadas no eixo leste-oeste, e a integração regional exige conexões norte-sul mais densas. Melhorias em transporte, energia e conectividade digital reduzem gargalos econômicos e aumentam resiliência. Para países dependentes de cadeias industriais e comércio intraeuropeu, integração física afeta competitividade e segurança ao mesmo tempo.
A defesa é outro campo relevante. O V4 apoiou projetos como o Grupo de Combate da UE liderado pelos quatro membros e iniciativas de apoio logístico e exercícios conjuntos. Essas medidas atuam ao lado da OTAN, que continua sendo a principal garantia de defesa coletiva. Elas permitem alguma coordenação regional dentro de estruturas maiores. A diferença estratégica entre a Polônia, a Hungria, a Tchéquia e a Eslováquia limita ambições mais profundas: Varsóvia prioriza a OTAN e o vínculo com Washington, enquanto outros membros já demonstraram maior abertura a debates europeus sobre autonomia estratégica. A cooperação de defesa do V4 tem valor operacional e simbólico, com alcance doutrinário restrito.
Educação, cultura, ciência e inovação formam a camada menos visível e mais estável. Intercâmbios, bolsas e projetos de pesquisa constroem vínculos que sobrevivem a ciclos eleitorais. Saúde, políticas digitais e resposta a crises ganharam espaço em presidências recentes, especialmente depois da pandemia de COVID-19. A cooperação cotidiana, menos dramática que as disputas com Bruxelas, ajuda a explicar a persistência do formato.
O V4 na política da União Europeia
Dentro da União Europeia, o V4 funciona como uma coalizão regional flexível. Seus membros votam separadamente e ganham poder de barganha quando coordenam posições. Essa coordenação foi importante em debates sobre orçamento e fundos de coesão, pois os quatro países foram grandes beneficiários de políticas europeias voltadas à redução de desigualdades regionais. A defesa desses recursos sustenta uma narrativa política: a integração europeia deve aproximar níveis de desenvolvimento, além de abrir mercados.
O grupo apoia a ampliação da UE para os Bálcãs Ocidentais e, em graus variados, para parceiros orientais como a Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia. Esse apoio nasce de experiência própria. Os membros do V4 conhecem o processo de adesão, usaram-no para consolidar reformas e tendem a ver a expansão como instrumento de estabilização regional. A ampliação, porém, também cria dilemas orçamentários e institucionais para países que hoje recebem fundos europeus. Por esse motivo, o apoio combina convicção geopolítica, solidariedade pós-comunista e cálculo sobre custos futuros.
Migração tornou o V4 mais visível e mais controverso. Durante a crise de 2015, os quatro países rejeitaram mecanismos obrigatórios de realocação de solicitantes de refúgio dentro da UE. A Hungria e a Polônia lideraram a oposição mais dura, e a Tchéquia e a Eslováquia resistiram a cotas compulsórias. Para seus governos, a questão era soberania, controle de fronteiras e rejeição a uma política vista como imposta por Bruxelas e capitais ocidentais. O episódio consolidou a imagem do grupo como voz de contestação dentro da UE e vinculou Visegrado ao debate europeu sobre fronteiras externas.
Estado de direito, migração e Bruxelas
As disputas sobre Estado de direito separaram o V4 em diferentes graus. A Polônia e a Hungria enfrentaram os conflitos mais duros com instituições da UE porque reformas internas passaram a afetar freios democráticos e garantias jurídicas. O uso do Artigo 7º contra Varsóvia e Budapeste transformou divergências sobre tribunais, imprensa, minorias e asilo em choque político sobre o significado da democracia dentro da UE.
A mudança política na Polônia após 2023 alterou esse quadro. O governo de Donald Tusk buscou recompor a relação com a UE, destravar fundos e reverter reformas judiciais controversas. Em 2024, o processo do Artigo 7º contra a Polônia foi encerrado, embora disputas internas sobre tribunais e instituições continuassem. A Hungria permaneceu em conflito mais prolongado, inclusive em temas de asilo, condicionalidade orçamentária e soberania nacional. A divergência reduziu a antiga sintonia Varsóvia-Budapeste e enfraqueceu a capacidade do V4 de agir como bloco ideológico dentro da UE.
A fronteira com Belarus acrescentou outra camada. A crise migratória organizada pelo regime de Aleksandr Lukashenko contra a Polônia, a Lituânia e a Letônia em 2021 mudou a leitura de parte da UE sobre segurança de fronteira. Mesmo governos críticos da postura polonesa tiveram de reconhecer o uso instrumental de migrantes como pressão geopolítica. Para o V4, a crise confirmou uma tese antiga: fronteiras externas envolvem administração migratória, proteção humanitária e política de segurança ao mesmo tempo.
Rússia, Ucrânia e energia
A invasão russa da Ucrânia em 2022 foi o maior teste recente para a coesão do V4. A Polônia e a Tchéquia assumiram posições firmes de apoio a Kyiv, com armas, acolhimento de refugiados e defesa de sanções contra Moscou. A Eslováquia, antes da volta de Fico, apoiou a Ucrânia de modo relevante. A Hungria seguiu caminho diferente: condenou a guerra em termos gerais, porém resistiu a sanções energéticas, bloqueou ou atrasou decisões europeias e impediu trânsito de armas pelo seu território rumo à Ucrânia. A volta de Fico aproximou parte da política eslovaca dessa cautela húngara e tornou a divisão menos circunstancial.
Essa divisão é estrutural. Para a Polônia, a guerra confirma uma ameaça russa direta à ordem europeia e à segurança nacional. Para a Hungria, a prioridade declarada é evitar custos econômicos, proteger suprimentos energéticos e preservar margem diplomática. A Tchéquia combina preocupação estratégica com apoio político a Kyiv. A Eslováquia vive disputa interna entre solidariedade euro-atlântica e fadiga social com a guerra. O V4, que já tinha sido útil para coordenar a integração ocidental, tornou-se menos coeso diante da pergunta central da segurança europeia: quanto custo cada governo aceita pagar para conter a Rússia e sustentar a Ucrânia.
Energia explica parte da divergência. A região dependeu por décadas de gás, petróleo e infraestrutura herdados do vínculo com a Rússia. A Polônia, com forte uso de carvão, tratou a transição energética como problema de soberania e segurança. A Hungria e a Eslováquia estiveram mais expostas a contratos e rotas russas. A UE, por sua vez, avançou em políticas de redução e eliminação do gás russo, ligando energia a autonomia estratégica. O interesse comum em energia segura e barata convive com disputas sobre transição, carvão, energia nuclear, sanções e custo social das mudanças.
Parceiros externos e formatos vizinhos
O V4 se relaciona com parceiros externos. Com a China, os quatro países participaram do antigo formato 16+1, depois 17+1 e reduzido com saídas de membros, voltado ao diálogo entre Pequim e países da Europa Central e Oriental. O entusiasmo variou. Investimentos prometidos nem sempre se concretizaram na escala esperada, e a pressão dos Estados Unidos e de parceiros europeus sobre Huawei, 5G e dependência tecnológica aumentou cautela. A Hungria manteve abertura maior a projetos chineses; outros membros foram mais restritivos. A presença chinesa expõe a competição entre oportunidade econômica, segurança tecnológica e alinhamento transatlântico.
Os Estados Unidos são outro parceiro decisivo. Durante o governo Donald Trump, houve convergência retórica entre Washington e governos conservadores da região em temas de soberania, migração e crítica a elites liberais europeias. Com Joe Biden, a ênfase estadunidense em democracia, Estado de direito e unidade contra a Rússia reduziu essa afinidade com Budapeste e reforçou o papel de Varsóvia e Praga na resposta à guerra. Em qualquer governo, porém, a segurança dos quatro membros continua profundamente ligada à OTAN e à presença militar dos EUA na Europa.
Formatos vizinhos ajudam a medir os limites do V4. O Triângulo de Austerlitz, ou Slavkov, reúne a Tchéquia, a Eslováquia e a Áustria desde 2015 e oferece a Praga e Bratislava uma alternativa de coordenação com um parceiro ocidental próximo. O Grupo de Craiova, lançado pela Romênia, pela Bulgária, pela Grécia e pela Sérvia, inspirou-se parcialmente na experiência do V4 para articular cooperação balcânica. Esses arranjos mostram que a Europa Central e Sudoriental opera por múltiplas geometrias: Visegrado ganha visibilidade quando está coeso e perde centralidade quando seus membros buscam outras mesas.
Limites e relevância
O principal limite do V4 é a falta de unidade estratégica. Os quatro países compartilham história regional, mas suas leituras de ameaça variam. A Rússia é ameaça existencial para parte do debate polonês; para a Hungria, é fornecedor energético e ator com o qual se deve negociar. A UE é fonte de fundos, mercado e proteção jurídica; para governos nacionalistas, funciona ainda como centro de pressão política. A OTAN oferece garantia comum, enquanto autonomia europeia, gastos, relação com Washington e risco de escalada continuam dividindo os membros.
O segundo limite é institucional. Como o V4 é informal, ele depende de vontade política. Quando há consenso, a falta de burocracia acelera declarações e projetos. Em momentos de divergência, a própria informalidade empurra os governos para silêncio, adiamento ou coordenação em formatos alternativos. Isso reduz fricção, mas limita profundidade: a característica que torna o grupo adaptável também restringe sua capacidade de resolver disputas internas importantes.
O V4 continua relevante porque oferece uma janela para a política da Europa Central dentro da União Europeia e da OTAN. Mostra como países que entraram juntos no Ocidente podem discordar sobre o que esse Ocidente exige. O grupo ajuda a explicar por que fronteiras, fundos europeus, ampliação, energia e segurança oriental aparecem juntos em muitas disputas europeias. Seu valor está em revelar quando a Europa Central consegue falar como região, quando se fragmenta em estratégias nacionais e como essas oscilações afetam a política europeia mais ampla.