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Política Externa dos EUA no Indo-Pacífico

Navios dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália, da Noruega e do Canadá navegam em formação no mar de Timor durante o Exercício Talisman Sabre em julho de 2025.

Navios dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Austrália, da Noruega e do Canadá navegam em formação no mar de Timor durante o Exercício Talisman Sabre em julho de 2025. Imagem em domínio público de Mass Communication Specialist 3rd Class Geoffrey L. Ottinger/U.S. Navy.

A política externa dos EUA no Indo-Pacífico é o conjunto de políticas diplomáticas, militares e econômicas por meio das quais os Estados Unidos tentam moldar o equilíbrio de poder nos oceanos Pacífico e Índico. O termo “Indo-Pacífico” conecta várias sub-regiões que, antigamente, a política estadunidense costumava tratar separadamente. Por isso, o conceito oferece a Washington um enquadramento mais amplo do que a antiga linguagem da “Ásia-Pacífico”, porque a segurança marítima e a estratégia econômica agora interagem no mesmo espaço.

O objetivo central da política estadunidense para o Indo-Pacífico é impedir que uma única potência domine a região, mantendo rotas marítimas, alianças e redes econômicas abertas à influência dos EUA e de seus parceiros. A China é o motivo por trás dessa política. A mesma estratégia também alcança as instituições regionais, a resiliência das cadeias de suprimentos, Taiwan e o Mar do Sul da China. A amplitude dessa agenda importa porque muitos Estados da região querem ter opções, em vez de serem forçados a aderir a blocos rígidos.

O Que Significa “Indo-Pacífico”

No entendimento da política externa estadunidense, o Indo-Pacífico é um enquadramento analítico e estratégico. Na prática, o conceito une os oceanos Pacífico e Índico em um só espaço político, porque rotas comerciais, cadeias de suprimentos e equilíbrios militares agora conectam várias sub-regiões. Além disso, dá à Índia, à Austrália e aos Estados do Sudeste Asiático um lugar mais visível no planejamento regional dos EUA.

Durante o governo Obama, Washington ainda falava, sobretudo, de um “reequilíbrio” para a região da Ásia-Pacífico. A abordagem de Obama já enfatizava as alianças, as instituições regionais e a Parceria Transpacífica. Também conectava a liberdade de navegação a uma arquitetura de segurança mais articulada em rede. Em seguida, o primeiro governo Trump tornou “Indo-Pacífico” o termo oficial preferido. Sua Estratégia de Segurança Nacional de 2017 descreveu uma região que se estendia da costa oeste da Índia às costas ocidentais dos Estados Unidos. Depois, o governo Biden manteve o conceito e, em sua Estratégia para o Indo-Pacífico de 2022, identificou a região como o espaço que vai do litoral dos EUA no Pacífico ao oceano Índico.

A mudança de “Ásia-Pacífico” para “Indo-Pacífico” amplia tanto o mapa quanto o conjunto de instrumentos de política externa. Ao ampliar o mapa, a nova linguagem traz o oceano Índico, a Austrália, a Índia e pontos de estrangulamento do Sudeste Asiático para o mesmo debate estratégico. Além disso, também reflete a percepção de que o comércio, a tecnologia e o acesso naval, agora, se reforçam mutuamente.

Outros atores definem a região à sua maneira. A visão japonesa de um “Indo-Pacífico Livre e Aberto” conecta a segurança marítima ao desenvolvimento e à diplomacia baseada no Estado de Direito. A estratégia da Coreia do Sul vai além do Nordeste Asiático e alcança o Sudeste Asiático, o Sul da Ásia e a Oceania. Já a Perspectiva da ASEAN sobre o Indo-Pacífico trata a Ásia-Pacífico e o oceano Índico como espaços interconectados, ao mesmo tempo que enfatiza a centralidade da ASEAN. As diferenças entre essas definições importam porque a política dos EUA opera dentro de uma região cujos membros têm percepções de ameaça distintas.

Objetivos Estratégicos

A estratégia dos EUA no Indo-Pacífico mudou de linguagem entre governos, mas vários objetivos permaneceram estáveis. Washington quer rotas marítimas abertas, um equilíbrio de poder favorável e cadeias de suprimentos resilientes. Também deseja uma ordem regional em que os Estados possam tomar decisões sem coerção. O governo Biden apresentou esse objetivo como uma região livre e aberta, conectada à prosperidade, à segurança e à resiliência. Já o primeiro e o segundo governos Trump usaram uma linguagem mais direta sobre a China, a divisão de custos e a dissuasão, porém partiram do mesmo julgamento básico de que a região é crucial para o poder estadunidense.

Uma maneira útil de entender essa política é dividi-la entre objetivos de ordem, objetivos de dissuasão e objetivos de resiliência. Os objetivos de ordem dizem respeito à soberania, ao direito marítimo e à liberdade de navegação. Os objetivos de dissuasão, por sua vez, dizem respeito à presença militar e à credibilidade das alianças, especialmente em torno de Taiwan e do Mar do Sul da China. Os objetivos de resiliência, por fim, dizem respeito aos sistemas que tornam os Estados da região menos vulneráveis à coerção, sobretudo cadeias de suprimentos e tecnologias críticas.

Essa segmentação tripla explica por que a política estadunidense vai além da postura militar. Desdobramentos navais e acordos de defesa recebem muita atenção. No entanto, a política para o Indo-Pacífico também envolve estruturas comerciais, controles tecnológicos, cúpulas diplomáticas e participação institucional. Nesse sentido, os Estados Unidos querem continuar sendo o principal provedor de segurança da região enquanto moldam o ambiente econômico e tecnológico no qual os Estados da região fazem suas escolhas.

A China é a principal competidora estratégica nesse enquadramento. Documentos estadunidenses retratam Pequim como um ator que usa várias formas de poder para ganhar influência regional e enfraquecer vantagens dos EUA. A linguagem oficial de Washington costuma formular o objetivo como moldar o ambiente ao redor da China e negar uma dominação coercitiva. Pequim frequentemente descreve a política estadunidense como contenção ou política de blocos. Washington, por outro lado, apresenta-a como uma mera defesa de regras, acessos e escolhas soberanas.

Alianças e Parcerias

As alianças são o sistema operacional da política estadunidense no Indo-Pacífico. Os Estados Unidos há muito dependem de alianças bilaterais com Japão, Coreia do Sul, Austrália, Filipinas e Tailândia. No modelo mais antigo de “hub and spokes”, Washington atuava como o centro. Cada aliado se conectava principalmente aos Estados Unidos. Juridicamente, o modelo ainda importa porque os compromissos de tratado continuam bilaterais. Na prática, porém, o sistema se tornou mais conectado em rede.

Entre esses aliados, o Japão é o mais importante para os EUA na região. O país abriga grandes forças estadunidenses, ancora a Primeira Cadeia de Ilhas e desenvolveu sua própria estratégia de Indo-Pacífico Livre e Aberto. A Coreia do Sul continua concentrada na Coreia do Norte, enquanto uma cooperação mais ampla conecta Seul cada vez mais à tecnologia e à segurança econômica. A Austrália se tornou crucial para a postura de forças e para a cooperação industrial de defesa por meio da AUKUS. Além disso, desde 2023, as Filipinas se tornaram mais importantes porque locais de acesso, incidentes no Mar do Sul da China e uma geografia próxima de Taiwan agora se sobrepõem.

A principal mudança é que as alianças dos EUA continuam bilaterais no direito, mas se tornam, cada vez mais, multilaterais na prática. A cúpula de Camp David de 2023 institucionalizou uma cooperação mais profunda entre Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. A AUKUS conecta Estados Unidos, Reino Unido e Austrália por meio da cooperação em submarinos e tecnologias avançadas de defesa. O Quad oferece a Washington, Tóquio, Nova Delhi e Camberra um formato político flexível. Em conjunto, esses arranjos complementam tratados e criam canais adicionais de coordenação.

A Índia ocupa uma posição diferente. O país é um grande parceiro estratégico, não um aliado formal dos EUA por tratado. Seu valor para Washington vem de sua escala, de sua geografia e de sua preocupação com o poder chinês. Ao cooperar com Estados Unidos, Japão e Austrália, a Índia aumenta sua própria margem de manobra enquanto preserva autonomia estratégica. Por essa razão, Nova Delhi é essencial para a política estadunidense no Indo-Pacífico, porque estende essa política para além do antigo sistema de alianças dos EUA.

A ASEAN também é relevante, embora de outra forma. Documentos estratégicos dos EUA chamam o Sudeste Asiático de essencial para o Indo-Pacífico, e fóruns liderados pela ASEAN dão estrutura diplomática à região. Ainda assim, os membros da ASEAN têm interesses, políticas domésticas e níveis de conforto diferentes diante da rivalidade EUA-China. Muitos querem presença de segurança e engajamento econômico dos EUA, mas também querem comércio e investimento chineses. Por isso, uma política estadunidense crível precisa trabalhar com a centralidade da ASEAN sem esperar que a ASEAN se torne um bloco anti-China.

China, Taiwan e Segurança Marítima

A questão chinesa é a pressão organizadora mais forte na política estadunidense para o Indo-Pacífico. Washington trata a modernização militar da China, sua política industrial, suas reivindicações marítimas e sua pressão sobre Taiwan como partes conectadas de um desafio mais amplo. Para responder a isso, os EUA combinam a dissuasão e a coordenação de alianças com instrumentos econômicos, como os controles de exportação.

A descrição mais precisa do objetivo dos EUA é negar a dominação da região pelos chineses. Washington quer impedir que a China alcance uma posição em que possa controlar as principais rotas marítimas da região, intimidar Estados vizinhos, dominar tecnologias críticas ou tornar as alianças estadunidenses pouco confiáveis. A formulação é mais específica do que dizer “contenção”, porque os Estados Unidos ainda comerciam com a China, mantêm canais diplomáticos e cooperam em algumas questões globais. Ao mesmo tempo, a política é claramente competitiva e cada vez mais explícita sobre a rivalidade militar e tecnológica.

Taiwan é o ponto mais sensível dessa competição. A política dos EUA se apoia em vários compromissos que puxam em direções diferentes:

  • A política de Uma Só China, que reconhece a República Popular da China (RPC) como governo da China, mantendo deliberadamente cautelosa a posição de Washington sobre o status final de Taiwan.
  • A Lei de Relações com Taiwan, que exige que os Estados Unidos apoiem a capacidade defensiva de Taiwan e mantenham vínculos não oficiais.
  • Os três Comunicados Conjuntos, entre Washington e Pequim, que definem o quadro diplomático com a RPC.
  • As Seis Garantias, que sinalizam limites até onde Washington irá ao pressionar Taipei.

Portanto, Washington se opõe a mudanças unilaterais no status quo e mantém relações não oficiais com Taiwan. Ao mesmo tempo, Taiwan se tornou mais importante estrategicamente porque fica perto da Primeira Cadeia de Ilhas e desempenha um grande papel na produção de semicondutores.

O Mar do Sul da China transforma a mesma competição em uma disputa sobre regras marítimas e acesso militar. As reivindicações da China, as ilhas artificiais, as operações da guarda costeira e a atividade de sua milícia marítima transformaram a área em um teste da ordem marítima. Em resposta, os Estados Unidos conduzem operações de liberdade de navegação e apoiam parceiros que enfrentam pressão em águas disputadas. As Filipinas, por exemplo, se tornaram especialmente importantes porque sua aliança com os EUA agora se cruza diretamente com incidentes no Mar do Sul da China e com pontos de acesso relevantes para contingências regionais mais amplas.

Assim, a segurança marítima é, ao mesmo tempo, uma questão jurídica e militar. Por um lado, ela diz respeito à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que inclui regras sobre liberdade de navegação, zonas econômicas exclusivas e comportamento da guarda costeira. Por outro lado, também diz respeito à capacidade dos Estados Unidos e de seus aliados de operar perto da China durante uma crise. No Indo-Pacífico, disputas marítimas são uma arena principal em que regras, coerção e acesso militar são testados.

Segurança Econômica e Tecnologia

O aspecto econômico da política estadunidense para o Indo-Pacífico é mais complicado do que o aspecto de segurança. Embora os Estados Unidos continuem sendo um grande investidor, mercado e poder tecnológico, sua oferta comercial regional enfraqueceu depois da retirada dos EUA da Parceria Transpacífica em 2017. A Estrutura Econômica do Indo-Pacífico para a Prosperidade (IPEF, em inglês), lançada em 2022, tentou preencher parte dessa lacuna por meio de acordos sobre cadeias de suprimentos e coordenação econômica.

A IPEF é uma estrutura de governança econômica, não um acordo tradicional de livre comércio. Seus acordos se concentram em regras, padrões, resiliência, combate à corrupção, energia limpa e cooperação em cadeias de suprimentos. Por esse desenho, a IPEF é útil para a segurança econômica. Contudo, a estrutura é menos atraente do que um pacto de abertura de mercados para governos que querem oportunidades concretas de exportação.

A principal fraqueza da política estadunidense para o Indo-Pacífico é o descompasso entre uma arquitetura de segurança sofisticada e uma oferta econômica menos convincente. Washington tem alianças fortes, acesso militar e instrumentos tecnológicos. Todavia, sua estratégia econômica é mais estreita, mais regulatória e mais concentrada em resiliência do que em ampla liberalização comercial. Por isso, a lacuna importa sobretudo no Sudeste Asiático, onde muitos Estados avaliam a competição entre grandes potências tendo em conta não apenas o equilíbrio militar, mas também os investimentos e os financiamentos para desenvolvimento.

A tecnologia substituiu parcialmente o comércio como centro da política econômica externa dos EUA. Semicondutores, inteligência artificial e telecomunicações agora são tratados como questões de segurança. Os Estados Unidos usam controles de exportação e regras de investimento para limitar o acesso chinês a tecnologias avançadas que poderiam apoiar modernização militar ou vigilância. Também trabalham com Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Austrália para tornar cadeias de suprimentos menos vulneráveis à coerção ou à interrupção.

A abordagem tecnológica tem lógica estratégica real, mas também cria atrito. Alguns parceiros apoiam a redução de riscos em relação à China em setores sensíveis, mas resistem a uma separação tecnológica completa. Outros querem investimento e oportunidades industriais mais do que alertas sobre dependência. Como resultado, a política estadunidense de segurança econômica precisa convencer parceiros de que a resiliência serve aos interesses deles e aos de Washington.

Agência Regional e Limites

Atores regionais usam a política dos EUA para perseguir seus próprios objetivos. O Japão usa a aliança estadunidense enquanto avança sua própria visão regional. A Índia coopera com Washington enquanto preserva autonomia. Membros da ASEAN buscam espaço para equilibrar opções. A Austrália aprofunda o alinhamento com os Estados Unidos enquanto administra sua exposição à pressão econômica chinesa. No Mar do Sul da China, as Filipinas usam a aliança para fortalecer sua posição de barganha.

O Indo-Pacífico é moldado por barganha, equilíbrio entre opções e alinhamento seletivo tanto quanto pela estratégia dos EUA. Muitos Estados querem a presença estadunidense porque ela equilibra a China e reduz a vulnerabilidade à coerção. Ao mesmo tempo, esses Estados podem resistir à pressão para escolher lados de maneira permanente. Eles podem receber bem a cooperação de defesa com os EUA enquanto mantêm comércio, infraestrutura, turismo ou investimento chineses. Na prática, esse comportamento, muitas vezes, é uma estratégia deliberada para preservar a autonomia.

Essa autonomia regional cria vários limites para Washington:

  • A política doméstica nos Estados Unidos e nos países parceiros pode alterar o ritmo da cooperação.
  • Restrições industriais de defesa afetam se a AUKUS, a produção de munições e a postura naval conseguem corresponder às promessas estratégicas.
  • O pilar econômico dos EUA continua menos atraente do que seu pilar de segurança.
  • O risco de escalada de crise permanece alto em torno de Taiwan e no Mar do Sul da China, onde guardas costeiras, aeronaves, milícias e forças navais operam próximas umas das outras.

A política também tem um problema de legitimidade. Autoridades estadunidenses descrevem o Indo-Pacífico como aberto, inclusivo e baseado em regras. Alguns atores regionais concordam com esse enquadramento. Outros, contudo, temem que a linguagem da abertura possa ocultar a formação de blocos, a escalada militar ou uma exigência de alinhamento com Washington. Por sua vez, autoridades chinesas exploram essa preocupação ao apresentar iniciativas estadunidenses como estratégias de contenção. O resultado é uma disputa de interpretação que vai além de uma disputa de poder.

Continuidade Entre Governos

A política estadunidense para o Indo-Pacífico mudou de nomes e tom entre governos, mas manteve uma direção estratégica estável. O reequilíbrio de Obama enfatizou o peso econômico da Ásia, as alianças e a Parceria Transpacífica. Depois, o primeiro governo Trump formalizou o enquadramento do Indo-Pacífico e falou mais abertamente sobre a rivalidade chinesa. Biden manteve esse enquadramento, aprofundou a articulação entre alianças e lançou a IPEF. O atual governo Trump manteve a região como prioridade, ao mesmo tempo que enfatizou dissuasão, divisão de custos e capacidade industrial de defesa. Nesse sentido, por exemplo, os EUA se retiraram da IPEF em 2025.

A continuidade duradoura é o julgamento de que o Indo-Pacífico é a principal região em que poder futuro, tecnologia e acesso econômico serão disputados. As descontinuidades dizem respeito a ênfases e instrumentos: liberalização comercial sob Obama, competição mais aguda entre grandes potências durante o primeiro mandato de Trump, aceleração de alianças sob Biden e linguagem mais explícita de divisão de custos sob o atual governo Trump.

Assim, a política para o Indo-Pacífico é um ajuste estratégico de longo prazo, em vez de um slogan temporário. Os Estados Unidos tentam adaptar suas alianças, seus instrumentos econômicos e sua postura militar a uma região em que a China é mais forte e os atores regionais são mais autônomos. Ainda assim, o projeto depende de Washington conseguir oferecer aos parceiros algo além da coordenação de segurança, mesmo tendo recursos significativos por trás.

Conclusão

A política externa dos EUA no Indo-Pacífico combina dissuasão, gestão de alianças, segurança econômica e diplomacia regional. Sua principal pressão é a ascensão da China, enquanto seu trabalho prático alcança acesso marítimo, capacidade de parceiros, redes tecnológicas e Taiwan. Além disso, a estratégia precisa convencer os Estados da região de que a presença estadunidense amplia suas escolhas.

A força da política está nas alianças e na coordenação de segurança. Sua fraqueza está no pilar econômico e na dificuldade de alinhar muitos atores regionais com interesses diferentes. Os Estados Unidos conseguem moldar o Indo-Pacífico com mais eficácia quando tratam os Estados da região como agentes com prioridades próprias, em vez de como peças de uma disputa EUA-China. O futuro da política estadunidense na região dependerá da rivalidade de Washington com Pequim e de os parceiros regionais considerarem a estratégia dos EUA útil para sua própria segurança, prosperidade e autonomia.